Nova entrevista da Alex sobre Texas Chainsaw 3D


Como dissemos no último post, Perri Nemiroff entrevistou a Alex hoje de manhã, e ela acaba de postar a entrevista no site Screen Rant. Como sempre, vai aqui a entrevista para vocês, traduzida por mim (Julia) e pela Bárbara.

Entrevista 'Texas Chainsaw 3D': A estrela Alexandra Daddario fala sobre filmes de terror & serras elétricas
Se você se assusta facilmente com filmes de terror, Leatherface não é exatamente um cara com quem você gostaria de passar um tempo. No entando, enquanto Alexandra Daddario pode não ter sido capaz de colocar seus medos de lado, ela usou isso para seu próprio bem como a próxima heroína de Texas Chainsaw, Heather Miller.

Texas Chainsaw 3D começa de onde o filme original de Tobe Hooper (1974) parou. Os moradores de Newt, Texas, estavam bem conscientes do número de desaparecimentos, mas não foi até Sally Hardesty escapar das garras da família Sawyer que as suspeitas foram confirmadas, e uma mobilização de moradores incendiou a casa dos Sawyer até o último pedaço, matando a família inteira. Décadas depois, surge Heather. Ela herda uma propriedade de sua avó, porém um certo alguém não deixará Heather e seus amigos curtirem a nova mansão.

Muitos conhecem Daddario pelo filme Percy Jackson & Os Olimpianos: O Ladrão de Raios, mas ela também estrelou em outro filme particularmente perverso chamado Bereavement. É uma boa coisa que Daddario não se importa de ficar cara a cara com seus medos, porque como uma pessoa que fica assustada com filmes de ação do Vin Diesel, ela certamente teve muito com o que lidar no set com o Leatherface e sua serra elétrica na mão.
Para dar ao icônico filme um pouco de atenção na New York Comic Con, Daddario veio à cidade autografar posters e falar sobre o novo filme da franquia, tocando em assuntos como a classificação do filme ter mudado de NC-17 para R-Rated, a relação de sua personagem com Leatherface, e, uma virada de assunto, um pouco de Fifty Shades of Grey também.




Screen Rant: De volta a quando nós conversamos sobre Bereavement, você me disse que não era fã de filmes de terror. Ter trabalhado nesses filmes mudou isso de vez?

Alexandra Daddario: Eu acho que continua o mesmo, eu não gosto muito de filmes de terror porque eu me assusto muito facilmente. Por esse motivo eu nunca tinha visto Texas Chainsaw Massacre, então antes de fazer esse filme eu assisti a ele e fiquei encantada por o quão maravilhoso ele é, e foi muito assustador, mas é um filme incrível. Então eu posso apreciar filmes de terror, como The Shining ["O Iluminado"] e Silence of The Lambs ["O Silêncio dos Inocentes"], mas é assustador e causa um grande efeito em mim, então é meio difícil para eu assistir. 
Houve algum filme que te fez sentir assim? Talvez algo quando você era mais nova?

[Risos] Quando eu era mais nova meu pai me levou para assistir Pitch Black ["Eclipse Mortal"]. Eu só me lembro de ter ficado extremamente assustada. Eu tive pesadelos, e olha que nem é um filme tão assustador. Ou é? Não sei! Mas me assustou demais. Eu nunca fui indiferente a esse tipo de coisa por alguma razão. 

E sobre outros filmes Texas Chainsaw? Você assistiu a esses também?

Eu também assisti à versão da Jessica Biel ["The Texas Chainsaw Massacre" (2003)]. Esse foi, de algum modo, mais difícil para eu assistir. Eu tive que assistir tipo 60 segundos dele, pausar, ir ao meu banheiro e respirar fundo depois voltar durante algumas cenas, porque é muito sangrento e é um bom filme desse jeito – se é isso que você gosta. 

Como esse se compara a esses outros filmes? Onde ele cai no espectro sangrento/psicologicamente assustador?

Eu acho que esse é um pouco mais de mistério em algumas partes, mas houve algumas cenas em que eu tive que fechar meus olhos, mesmo estando no filme. Houve coisas que eu não assisti filmadas e os jeitos em que o CGI [Imagens Geradas por Computador, efeitos digitais] é feito que me assustaram demais e eu não consegui assistir. Mas eu acho que funciona assim e esse também tem sua própria história. Mas ele também é diferente dos outros dois. 

Você pode me falar um pouco sobre sua personagem? O que é isso que a faz diferente das antigas heroínas de Texas Chainsaw?

Ela é mais sombria talvez, e ela tem uma evolução ao longo do filme que eu realmente adorei interpretar. Ela se torna uma pessoa um pouco diferente. Ela tem meio que aquela evolução de personagem pelo meio/final do filme que eu gostei de fazer. Eu acho que todas as heroínas, de certo modo, especialmente quando há pessoas sendo torturadas e mais, você começa a ter uma ruptura mental, e ela tem uma mudança por uma variedade de diferentes razões, mas eu acho que isso que é o legal de interpretar a heroína nesses filmes. Você fica cada vez mais louca conforme vai gravando o filme.

A próxima pergunta contém SPOILERS LEVES sobre Texas Chainsaw 3D – se você não quer ler spoilers pule até depois do aviso.

SPOILERS



Eu notei que há uma versão mais nova de sua personagem e um Leatherface mais novo no elenco. Esses dois tem alguma história?

Sim. Acontece que, fato desconhecido por mim no início do filme, eu sou a prima de Leatherface. Então é uma revelação interessante para uma garota que – ela não é necessariamente uma garota normal, mas acho que isso será uma revelação para qualquer um.


FIM DOS SPOILERS



Como foi tentar entrar na cabeça de um personagem sombrio e num mundo como este (sombrio)? Você teve de fazer algo em particular para chegar lá?

Além de assistir muitos filmes e se preparar dessa maneira, com esse tipo de intensidade que você tem de trabalhar em certos momentos. Assim que você chega lá, funciona, mas é meio difícil sair disso (do personagem) no final do dia. Mas sim, se está funcionando 10 minutos antes da cena começar ou apenas se você sentar no canto e pensar em algo que quebre seu coração e começar a chorar histericamente, pode ser uma preparação bem intensa. E as vezes haverá cenas onde você está sendo perseguida e começa a sentir naturalmente medo, exausta e assustada, e você simplesmente não aguenta mais e isso funciona.

Existe alguma coisa pelo qual seu personagem passa que você estava apreensiva de fazer?

Havia dias difíceis de gravar. Nós estávamos filmando em Louisiana e era verão a temperatura estava entre 41ºC e 43ºC em alguns dias, então foi bem difícil. Eu estava um pouco apreensiva sobre, mas eu tinha me planejado para isso. Às vezes nós filmávamos com motosserras reais, não que estivéssemos em algum perigo real, mas sempre no fundo da sua mente, mesmo que você passou por uma preparação, era bem louco gravar assim. Mas eu gostei de fazer esse filme, por mais louco que foi. 

Ouvi dizer que você conseguiu gravar esse filme em apenas 28 dias gravando em 3D.

Foi em apenas 28 dias? [Risada]. Eu acho que fazer um filme é um processo bem complicado, não importa o projeto. Ele fica um pouco louco no final, mas isso acontece em todo o filme que faço. No começo você está "Oh, ok, nós temos bastante tempo" e aí começa a passar e começam a aparecer mais problemas conforme o tempo. Mas tudo deu certo e todos vieram juntos com profissionalismo, e mesmo quando havia drama, todo mundo foi muito profissional e conseguimos fazer. 

O quanto o 3D influenciou? Ele não atrasou a filmagem, ele atrasou?

Atrasou muito na verdade. Fazer um filme 3D leva bem mais tempo que um 2D, porque você dá um passo e tem que saber se o 3D fico bom, ter certeza que os olhos correspondiam (quis dizer que tinha que ter certeza que o 3D estava alinhado) e garantir que não tinha nada errado na forma que foi filmado, e é necessário mais tempo para configurar. Mas ele acaba sendo muito melhor em 3D, o 3D desse filme é bem incrível. 

Que tipo de 3D devemos esperar? Um com profundidade do ambiente ou um onde coisas voam na sua cara?

É um pouco dos dois. Ele não distrai, e eu acho que só acrescenta ao filme e existem cenas onde coisas são lançadas ao publico, o que eu acho ótimo, mas existem cenas que ele [o 3D] é só uma melhora no cenário. 

Eu ouvi que originalmente o filme era N-17 [Nenhum menor de 17]. Você sabe o que eles mudaram para o filme se tornar R [Menores de 17 somente com acompanhante]?

Foi principalmente a parte da violência gráfica (no original ela disse gore stuff, o que não tem tradução para o português, é uma gíria para as partes de muita violência, mortes e sangue que vemos nos filmes). Eles queriam mostrar o máximo possível, isso foi o que me explicaram, mostrando tudo que eles podiam e eles tiveram que negociar lentamente e voltar a colocar o que eles queriam (a frase não faz muito sentido em inglês, acho que ela quis dizer que tiverem de negociar com o MPAA - Associação que regula a classificação etária - para o filme ter uma classificação menor). É um pouco de política, eu acho.

Para terminar, todos nós andamos lendo bastante sobre a adaptação cinematográfica de Fifty Shades of Grey [50 Tons de Cinza] e seu nome está sempre no meio. Você sabia disso?

Sim, eu venho ouvindo bastante isso! Eu nem acho que já começaram a escalar o elenco, mas é legal que as pessoas estão pensando em mim para o papel. Eu devia ler o livro. Eu não li ainda. Mas não, eu não soube nada sobre seleção de elenco ou coisas assim, mas é legal ser mencionada.

Traduzir entrevistas dá trabalho, portanto, pedimos que não repostem. Créditos: Júlia e Bárbara.

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