Nova entrevista da Alex ao site Fan Carpet


O site Fan Carpet divulgou uma entrevista feita recentemente com a Alex, onde ela fala sobre O Mar de Monstros, Texas Chainsaw 3D, True Detective outras coisas. Confiram a tradução:

Você havia lido os livros antes do filme?
Não. Acho que porque eles são voltados para uma audiência mais jovem. Eles não me deram o roteiro antes do meu primeiro teste—era muito secreto, então eu li o livro antes do meu teste, e depois eu li o segundo livro antes de fazer o segundo filme, e eles são ótimos livros e eu entendo por que tanta gente gosta deles e dos personagens, e é tão legal interpretar uma personagem que tanta gente ama.

Como você abordou a personagem nesse segundo filme?
Para o primeiro filme, eu acho que a personagem foi escrita com muros construídos. Além de ter sido meu primeiro filme grande e eu ter ficado preocupada de ser demitida e de que eles tinham cometido um grande erro, eu acho q estou mais confiante dessa vez. Também acho que agora ela tem mais camadas nesse filme—você vê sua sensitividade e vulnerabilidade, você vê o que a faz ser como ela é—mais do passado dela é mostrado e a personagem cresceu um pouco, assim como eu, ela está mais disposta a ser vulnerável e se abrir às pessoas nesse filme. Foi muito divertido explorar esse lado mais humano dela. 
Há um extra no DVD sobre a amizade de irmãos dos meninos de Percy. Como é trabalhar com eles? Qual foi sua parte favorita de fazer esse filme?
Teve muita coisa. Acho que fazer um filme assim é tão legal e tão grande e você é parte dessa nova tecnologia, é tão legal ser um ator e fazer esse tipo de coisa. Eu amo as pessoas com quem eu trabalho. Quando eu me mudei para Los Angeles pela primeira vez, eles eram as únicas pessoas que eu conhecia lá—Jake Abel, Logan Lerman e Brandon T. Jackson, então eles viraram meus amigos mais próximos. Nós podemos viajar juntos e fazer essas coisas muito legais juntos, e gravar em lugares super legais e esse tipo de coisa. Gravando em Jazzland, no parque de diversões abandonado em New Orleans, foi muito legal. Era bem sinistro mas bem cinematográfico, e eles ainda tem a placa que diz "fechado devido ao furacão" com algumas letras faltando, porque foi abandonado depois do furacão Katrina, e foi um lugar muito interessante para gravar, eu realmente adorei. 
Vai haver um intervalo de três anos entre cada Percy Jackson?
(Risos) Sim, todos nós teremos 40 anos e filhos quando acabarmos. Meus filhos vão me assistir fazendo Percy Jackson. Eu fiquei surpresa, pensei que já tinha passado tempo demais, fiquei chocada que fizemos o segundo filme—chocada de um jeito bom—e acho que os fãs estão bem animados. 
Como você se preparou para as cenas de ação?
A parte física disso é bem grande. Por exemplo, em Percy Jackson, há bastante luta com espadas, então eu faço a luta várias vezes antes de nós realmente filmarmos, só para sentir aquela sensação de poder. 
E houve algum treinamento específico?
Antes do primeiro Percy, eu nunca tinha feito algum trabalho assim, então nós tivemos meses de treinamento, e eles te filmam lutando e depois te mostram o que você está fazendo errado. Às vezes você luta e sua mão está de um jeito e você não saberia—você acharia que estava ótimo—então tem essas dicas para você parecer um guerreiro de verdade, além de aprender a coreografia, estar em forma e essas coisas. 
Como você faz para lutar com monstros que não estão lá de verdade? Como é trabalhar com tela verde?
Bem, é interessante porque eu fiz aulas de atuação em Nova York e eu fiz Meisner e esse tipo de coisa, mas o que eles não te ensinam é como atuar com tela verde—não é algo que você aprende—eles ensinam como se comunicar com outras pessoas e atuar com elas e essas coisas, então é um teste interessante para um ator, e dessa vez eu sabia mais o que esperar do que na primeira vez. É uma coisa bem interessante—você tem que usar sua imaginação e imaginar algo tão grande e assustador quanto tem que ser, ou pequeno, ou o que for o caso. 
Você vê desenhos do que você está lutando contra, para todos vocês poderem ter a mesma ideia de com que estão atuando?
Eles tem animação pré-visual que nos mostram em uma tela de computador, então nós vemos um desenho do que vai ser depois, e às vezes, como na cena do touro quebrando a barreira, eles tem um enorme boneco de papel em tamanho real de onde o touro vai ficar, e eles ficam mexendo o boneco pela área para podermos ver o caminho dele, mas é sempre muito mais legal quando vemos no filme. Isso é o que é bem legal de ser atriz, me ver em um filme assim, há tantas surpresas apesar de eu estar no filme e saber o que esperar, mas eu não sei como são os efeitos quando eu só estava em uma sala cheia de tela verde ao meu redor. 
Quais foram as diferenças entre trabalhar com Thor Freudenthal e Chris Columbus?
Eles são dois diretores bem diferentes. Eu amo Chris e ele me deu minha grande chance, ele está na indústria há tanto tempo e é incrível. Ele é um cara tão legal e foi uma experiência incrível fazer o primeiro filme. Mudou minha vida completamente. Eles dois possuem várias semelhanças. Ambos são bem entusiasmados e têm essa qualidade incrível que os faz criarem filmes assim—filmes familiares—e ambos tem estilos diferentes, mas Thor trouxe uma grande animação e acho que, em termos de criatividade, ele quis manter a história mais fiel ao livro, motivo pelo qual eu estou loira, o que é ótimo para os fãs. 
E o seu relacionamento com o Logan? Ele é como um irmão mais novo pra você? Ele é 4 ou 5 anos mais novo?
Acho que todos nós estávamos no mesmo patamar quando começamos o primeiro filme. Todos nós somos amigos e nós não sentimos que ninguém é mais velho ou—não há esse tipo de diferença no nosso relacionamento. Todos nós começamos a fazer Percy Jackson juntos nos mesmos momentos em nossas vidas e carreiras, então foi interessante, durante esses últimos quatro anos, ver todo mundo ficando mais velho e ver as carreiras decolando. Tem sido incrível e eu estou muito orgulhosa de todo mundo, nós temos um ótimo relacionamento que eu espero que dure bastante tempo. 
Foi legal ser loira? As pessoas te tratavam diferente?
Eu pensava que as pessoas iam me olhar mais, mas não. Não sei se foi porque eu fico melhor morena, não sei, mas eu ouvi sobre isso por tanto tempo e sempre quis ser loira. Acho que eu estava trabalhando demais para me divertir e ver a real diferença, mas o principal foi que eu odiava ficar sentada por horas e horas enquanto pintavam meu cabelo. Mas foi legal ser loira por um tempo. 
Você teve que fazer alguma dieta específica para esse papel?
Não. Quer dizer, eu tento ter uma alimentação saudável desde que me mudei para Los Angeles—eu sou de Nova York—eu me mudei para L.A. há quatro anos, e virei meio que uma hippie com o suco verde e o yoga e essas coisas, então estou virando uma atriz bem clichê, mas não tenho nenhuma dieta específica antes de um filme em particular. Eu só tento ser saudável o tempo todo. Eu tento. 
Então você fez Texas Chainsaw e agora Annabeth—sobreviver a esses filmes de terror te ajudou em alguma coisa?
Com certeza me ajudou a gritar e correr. Eu gosto de fazer filmes de terror. Acho que me ajudou como atriz porque você tem que gritar e correr e chorar por tanto tempo, e fazer coisas ridículas na frente de estranhos, então você derruba todas as barreiras, não pode ficar com vergonha. Você tem que conseguir fazer essas coisas na frente das pessoas, então isso me ajudou como atriz e especialmente com as cenas de ação em Percy Jackson, ficou mais fácil gritar e fazer aquela cara assustada, e saber como me preparar para ficar apavorada daquele jeito, então definitivamente ajudou. 
Como você se prepara para ficar assustada?
Para fazer um filme de terror, como Texas Chainsaw, eu penso em algo que me faz surtar. Às vezes é algo pessoal, meus próprios medos, alguém que eu amo morrendo ou algo assim, que me deixa bem perturbada, então quanto mais eu acredito nisso, pior eu fico, e às vezes eu corro. Eu pareço uma louca quando estou fazendo filmes de terror. Eu corro para dentro do bosque e corro de volta e hiperventilo, e isso me ajuda a atingir esse nível de histeria, que eu espero ser o mesmo de alguém ser perseguido por um cara com uma serra elétrica, por exemplo, e manter esse clima pelo resto do dia. 
Isso é mais exaustivo do que fazer algo muito triste ou uma cena bem emocional?
É mais cansativo em termos físicos e igualmente cansativo em termos emocionais. É bem interessante porque quando você está pensando nessas coisas emocionais e se deixando triste, você sabe que tudo está bem mas seu corpo é enganado a pensar que há algo terrivelmente errado porque você está chorando e tem hormônios ou seja lá o que está acontecendo, você vai para casa no fim do dia e se sente bem estranho porque seu corpo pensa que algo está errado e você fica um pouco deprimido, mas de um jeito é catártico. 
O que você gosta de fazer quando não está atuando?
Eu gosto de ver filmes. Eu toco piano. Eu acho que é o melhor jeito de relaxar e desestressar. Eu acabei de adotar um cachorro. Então, no momento, minha vida está como se eu tivesse um bebê—eu estou com meu cachorro o tempo todo e eu ensino truques a ele e essas coisas, e vou para o yoga e saio com meus amigos. Eu morei em Nova York por tanto tempo e parei com esse negócio de sair para bares e essas coisas, e agora eu sou bem chata. 
Você já trabalhou como modelo? Como você começou a atuar?
Eu tentei ser modelo mas eles não me quiseram. Eu era uma adolescente meio nerd, pra falar a verdade. Eu nunca realmente consegui ser modelo. Eu era atriz, eu fazia comerciais quando era pequena e fiz uma novela aos 16 anos, e foi aí que eu decidi que podia ser atriz e ganhar dinheiro com isso e ter uma carreira de verdade, e foi difícil por alguns anos quando eu fui demitida dessa novela. Então eu fiz pequenos papéis em filmes e episódios e coisas assim, e muitos testes, até conseguir Percy
Você tinha um plano B caso essa carreira não desse certo?
Eu tentei um plano B—eu fui para a universidade, mas vivia trocando de curso porque não fazia a menor ideia do que eu queria fazer. Meu coração não estava naquilo—eu realmente queria ser atriz—eu sei que eu devia ter tido um plano B mas eu nao tinha. Então ainda bem que está dando certo até agora. Eu acho que está bom—se eu colocasse muita energia em outra coisa, isso teria me distraído da atuação e eu teria me arrependido de não me dedicar completamente, então era assim que eu pensava o tempo todo. 
Você tinha algum plano maior após fazer um monte de TV e filmes de terror?
Eu pensei, "eu adoraria estar em uma série do HBO", e consegui um papel em uma série do HBO! Estreia em Janeiro com Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Eu amei fazer tudo que fiz até agora, e amei Percy Jackson, mas conforme eu vou envelhecendo é bom ser capaz de fazer papéis mais adultos e diferentes, e Percy Jackson abriu as portas para eu conseguir esses papéis e fazer testes. Eu amo fazer papéis de todos os tipos, mas acho que encontrei algo interessante em cada um dos que já fiz. 
Qual é seu papel nessa série do HBO?
Eu interpreto uma mulher que está em um relacionamento com o personagem do Woody Harrelson, e ela é cheia de defeitos—todos eles são—mas ela acaba causando problemas para o casamento dele.
São 8 episódios, todos dirigidos pelo mesmo diretor. Ele é um diretor excelente. A escrita é excelente e eu acho que vai ser uma série incrível. 
Em alguns dos seus papéis como em Parenthood e True Detective, você interpreta a garota má, é mais divertido ser má?
Bem, em Parenthood, eu tentei encontrar sua capacidade de se redimir e eu acho que é inocente e jovem, eu acho que é mais interessante interpretar personagens que tem defeitos e cometem erros porque todos nós temos—ninguém é uma coisa só, ninguém é só bom ou ruim—então eu gosto de encontrar esses personagens defeituosos e explorar suas qualidades, sejam elas aparentes ou não. Um dos motivos pelos quais eu sou atriz é que eu amo pessoas e eu amo descobrir quem elas são e por que fazem o que elas fazem, então é legal interpretar esses tipos de personagens. 
Quem são seus exemplos? Qual trajetória de carreira você gostaria de seguir?
Bem, minha mãe é um exemplo para mim, por diversos motivos. Eu amo a Charlize Theron. Eu amaria ter uma carreira como a dela. Eu adoro a Charlize Theron. Eu nunca a conheci ou trabalhei com ela mas ela me parece ser uma pessoa bem pé-no-chão e legal, além de ser extremamente talentosa, e eu acho isso incrível. Eu amo o Steve Martin. Eu acho que ele teve uma carreira muito interessante. Ele é um comediante, mas também fez alguns filmes e escreveu filmes bem profundos e emotivos, e eu acho que ele encontra o humor nos lugares certos e lida com coisas difíceis da vida com humor e eu me relato com isso. 
Quando você decidiu ser atriz, seus pais ficaram horrorizados?
Meus pais são advogados, mas a culpa é deles. Eles me colocaram em aulas de atuação quando eu era bem pequena. Eles só querem me ver feliz. Acho que eles só paravam de me incentivar quando viam o quão estressada eu estava ficando por ser uma atriz ou quando eu não estava trabalhando. Mas eles nunca ficaram horrorizados ou disseram "você tem que parar com isso e ir para a faculdade imediatamente", mas eu sei que eles só querem que eu seja feliz e enquanto eu estiver feliz eles também estão. Eles estão entusiasmados porque eu sou atriz. Eles ficam animados e isso é ótimo. Eles estão bem orgulhosos. E meu irmão e minha irmã agora são atores também, então meus pais têm três filhos atores. 
Você se interessa por direção?
Eu amo a ideia de dirigir, eu não tenho confiança o suficiente, quer dizer, eu adoraria escrever. Eu meio que escrevi durante toda minha vida e acho que tenho aptidão para isso, então eu gostaria de escrever algo e ver o que as pessoas acham e esse seria meu primeiro passo para a direção.
O jeito que eu escrevo, eu escrevo mais histórias, a maioria não em formato de roteiro, mas esse é meu objetivo final. Eu sempre começo as coisas, mas fico com medo e estou tentando superar isso.

3 comentários:

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  2. Achei a entrevista muito boa mas, por algum motivo eu não gostei da pessoa que ha entrevistou

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  3. Amei a entrevista! A Alex é demais!

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